A quem deve servir a organização do desporto? Às estruturas que o regulamentam ou às pessoas que o praticam, ensinam e ajudam a desenvolver?
No artigo de opinião publicado no jornal Observador, desenvolvo uma reflexão crítica sobre a governação desportiva em Portugal, os limites do poder federativo e a necessidade de reconhecer as competências efetivamente demonstradas pelos treinadores.
A regulamentação e a certificação profissional são instrumentos importantes para garantir a qualidade, a segurança e a credibilidade da prática desportiva.
Contudo, importa questionar se os mecanismos de formação, avaliação e reconhecimento conseguem valorizar adequadamente o conhecimento técnico, a experiência profissional, a formação científica e a capacidade pedagógica adquiridos ao longo da vida.
Esta reflexão integra uma preocupação mais abrangente: assegurar que a organização do desporto permanece orientada para a qualidade do ensino, os interesses dos praticantes e o desenvolvimento humano.
Artigo publicado no Observador
Lê o artigo de opinião integral na página oficial do jornal.
Ler artigo no Observador ↗Da investigação académica ao debate público
A publicação no Observador constitui uma adaptação jornalística de uma reflexão académica mais aprofundada, integrada numa linha de investigação que tenho vindo a desenvolver sobre o reconhecimento de competências, a certificação profissional, a coerência regulatória e a legitimidade institucional no desporto.
O estudo académico que fundamenta esta reflexão intitula-se «De quem é o desporto? Poder federativo, reconhecimento de competências e desenvolvimento humano».
Publicado no Open Science Framework (OSF), o trabalho analisa a responsabilidade pública pelos mecanismos de reconhecimento profissional, a pluralidade do ensino desportivo e a necessidade de colocar as pessoas no centro das políticas desportivas.
Uma linha de investigação continuada
Esta publicação desenvolve questões anteriormente analisadas em três trabalhos académicos da minha autoria, dedicados ao reconhecimento de competências, à burocratização, à certificação profissional e à confiança nas instituições desportivas.